quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

ADIVINHA O QUANTO EU TE AMO

Era hora de ir para a cama, e o Coelhinho agarrou-se firme nas longas orelhas do Coelho Pai.
Ele queria ter certeza de que o Coelho Pai o estava a ouvir.
- Adivinha quanto eu te amo? - disse ele.
- Ah, acho que isso eu não consigo adivinhar - respondeu o Coelho Pai.
- Tudo isso - disse o Coelhinho, esticando os seus bracinhos o máximo que podia.
Só que o Coelho Pai tinha os braços mais compridos. E disse:
- E eu te amo tudo isto!
Huuum, isso é um bocado, pensou o Coelhinho.
- Eu te amo toda a minha altura - disse o Coelhinho.
- E eu te amo toda minha altura - disse o Coelho Pai.
Puxa, isso é bem alto, pensou o Coelhinho. Eu queria ter os braços compridos assim.
Então o Coelhinho teve uma boa ideia. Ele virou-se de ponta cabeça, apoiando as patinhas na árvore.
- Eu te amo até as pontas dos dedos de meus pés!
- E eu te amo até as pontas dos dedos dos teus pés - disse o
Coelho Pai balançando o filho no ar.
- Eu te amo a altura de meu pulo! - riu o Coelhinho saltando, para lá e para cá.
- E eu te amo a altura do meu pulo - riu também o Coelho Pai e saltou tão alto que suas orelhas tocaram os galhos das árvores.
- Eu te amo toda a estradinha daqui até o rio - gritou o Coelhinho.
- Eu te amo até depois do rio até as colinas - disse o Coelho Pai.
É uma bela distância, pensou o Coelhinho.
Ele estava sonolento demais para continuar pensando.
Então ele olhou para além das copas das árvores, para a imensa escuridão da noite.
Nada podia ser maior do que o Céu.
- Eu te amo ATÉ A LUA! - disse ele, e fechou os olhos.
- Puxa, isso é longe disse o Coelho Pai. Longe mesmo!
O Coelho Pai deitou o Coelhinho na sua caminha de folhas. E então inclinou-se para lhe dar um beijo de Boa Noite.
Depois, deitou-se ao lado do filho e sussurrou sorrindo:
- Eu te amo até a lua...IDA E VOLTA!


AMO este livro o IGOR tbm)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

10 Coisas que eu odeio em vc!!!

"Odeio o modo como fala comigo
E como corta o cabelo
Odeio como dirigi o meu carro
E odeio seu desmazelo
Odeio suas enormes botas de combate
E como consegue ler minha mente
Eu odeio tanto isso em você
Que até me sinto doente
Odeio como está sempre certo
E odeio quando você mente
Odeio quando me faz rir muito
Mais quando me faz chorar...
Odeio quando não está por perto
E o fato de não me ligar
Mas eu odeio principalmente
Não conseguir te odiar
Nem um pouco
Nem mesmo por um segundo
Nem mesmo só por te odiar"

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Carta a minha amada!

Quando te encontrar nenhuma luz será mais intensa que teu sorriso,
nenhuma dor maior que tua partida.
E eu te amarei como sempre sonhei.
Tua simples presença será o bastante para me preencher;
e o vazio não haverá no plenitude que a menção de teu nome me trará
Nenhuma visão será mais doce que tu.
Serei feliz por te-la, por amar você, por simplesmente ter sido abençoado com teu afeto.
Tua tristeza será minha, e minha tristeza não será, ela não poderá existir se estiveres comigo.
E os anjos irão suspirar quando nos verem e Deus ira sorrir.
As flores abrirão por onde passarmos, não para que possamos ver,
e sim para contemplar um amor verdadeiramente puro.
Quando chegares não haverá papéis e poesias;
Nossos passos serão poemas escritos na areia do tempo.
Destino
Pouco me importa que as águas da morte me levem consigo,
Ainda assim te amarei,
Ainda assim terás chego a tempo.

O anjo e a morte

Insanidade

Aos bardos e poetas antigos, uma lenda foi contada, e esta possuía o segredo do equilíbrio do universo, história só perdura entre os espíritos noturnos e poetas da noite...

A morte, esposa derradeira de belos e simples homens, reis e guerreiros, heróis e sátrapas a todos possuía exceto a um anjo, ao qual sua corte de beijos gélidos e mórbidos suspiros não seduziu, ele vivia e morria todos os dias pois seu sangue era fel, e seu nome era tempo, grãos de areia da ampulheta do tempo brilhavam no céu ao anoitecer e ele emprestava o azul de seus olhos para o belo e claro dia e o atro e triste negro de seu coração para ser o manto celeste das estrelas.
Enquanto ele simplesmente vagava na terra em busca de algo que lhe foi negado pelo ceticismo de sua dor, a morte, senhora de tudo que existe... morria, porque onde ele passava flores surgiam e a natureza sorria a vida voltava radiante, mas ela o amava, e o amava com uma intensidade que fazia os mortos ouvirem. E ele em sua busca vaga, sem objetivo, sem esperança e sem paz; não a via. Ele não tinha o amor que ela tinha, talvez tivesse amor, amor pela luta, pela dor, pela justificativa de seu sofrimento porque tudo passa e nada, nada mesmo dura para sempre, o tempo sempre leva as coisas boas para a insanidade do destino.
A morte pereceu; estava doente, algo inexplicável, algo que doía, doía muito.
E só o tempo podia curar.
Já ele que sentia que nunca amaria de verdade, entendeu pela primeira vez que o destino é certo, mas é cego, e a morte é a única certeza, sempre de braços abertos no fim da vida.
Ele viu que seu ciclo já findara e se rendeu no fim esperado.
Mas a morte não fora busca-lo; ele chorou e perguntou a si:
Onde estás?
E a vida ao seu redor triste lhe falou que a morte se fora.
Ele notou que faltava algo, e tudo parou!
Loucamente a vida parou, e foi então que a morte surgiu e o tempo entendeu que seu papel sempre fora traçar o caminho de tudo e todos até ela; e agora traçava o seu.
Bem, se eles estão juntos? Não sei, o tempo nunca para, mas sempre vai até onde a vida acaba e começa os braços da morte.

Mas isso é só uma história de velhos anjos, e talvez nem possa ser verdade.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Veneno


O amor é lindo,

Até pode ser...

Mas para quem ama e não é correspondido?

Vive uma vida vazia com o coração magoado...

Ou não tem coragem de se declarar

E sofre ressentido com isso?

Talvez a única cura para o amor seja ele mesmo,

Recíproco

E quem não tem esse precioso antídoto?

Talvez parta (d’aqui)

Sinta-se traído até mesmo pelo cupido.


PEÃO DO BOP

segunda-feira, 23 de março de 2009

Quem sois que me espia no espelho?

Quero marcar meu corpo a fogo

antes que minha alma se incendei.

Se a luz me toca o corpo,

não me ilumina a alma.

E
Se te vejo não durmo

Se te perco não vivo

E assim prossiga

Nesse amor pagão

Destino tecelao

que trama minha cina.

És cerne que me faz forte

Se te perco já não me abrigo

Sofro em jazigo

Espera da morte!